Bares Clássicos de Lisboa, lugares com património, lugares com história, lugares com tradição

São lugares cheios de estilo, repletos de memórias, onde a luz suave e a música ambiente convidam à conversa.
Perto do Jardim das Amoreiras, num recanto escondido, encontra-se uma porta rodeada de hera, é a porta do singular bar Procópio.
Nascido a 2 de maio de 1972, soube manter-se fiel a si próprio, com um serviço atencioso, um piano que marca a atmosfera com notas de jazz e uma decoração estilo Arte Nova.
Local de eleição de políticos e intelectuais, um lugar de tertúlias, onde conversar enquanto se bebe um copo é um prazer.
Encerra ao Domingo, de Segunda a Sexta, recebe-o entre as 18:00 e as 03:00, aos Sábados, das 21:00 às 03:00. Fica na Rua João Penha 21 A, no Alto de S. Francisco.

Fica aqui o convite para um copo e se tiver fome peça a famosa tosta de paté com pickles em pão de centeio.

Lisboa

Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.
Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.
Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

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